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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Diário de bordo - Vitória #4

O hotel não era exatamente um luxo, mas tinha o básico para uma estadia confortável – Tv a cabo, frigobar, duas camas, uma mesinha (de onde saiu pela primeira vez essa mini-série), o banheiro. Ou seja, um quarto normal, sem muitos bãlãgandãs (escrevi como se fala). A sua aparência, porém, não inspirava tanta confiança; também pudera, instalado há 40 anos na região. Mas confesso achar que poderia estar em melhores condições.

Chegamos, trocamos de roupas e fomos almoçar. Outro aspecto muito interessante da cidade está no preço da comida: o self-service custava apenas R$ 15,00 o kilo (e eu que fico feliz quando encontro um de R$ 21,00 ¬¬’ ) e compramos, depois, meia-dúzia de mexericas por R$ 1,50 – isso mesmo, R$ 1,50 por seis mexericas!

A área em que nos hospedamos situava-se bem próximo ao porto (a vista do meu quarto era o ancoradouro). Portanto, locais bastante antigos – via-se pela arquitetura dos prédios e pelas escadarias (algumas delas haviam sido pelourinhos em outras épocas). Aliás, a praça a um quarteirão de distância do hotel fora invadida por holandeses e, sob a batuta de Maria Ortiz, protegida dos europeus. O local de onde a considerada heroína brasileira teria atuado leva seu nome – Escadaria Maria Ortiz.

O lugar me lembrava a Rua 12 de outubro (meu pai arriscou ser ali uma Cásper Líbero; enfim, como preferir), assim não era de se estranhar a simplicidade das vias, pululando lojas e camelôs. Esse aspecto popular desagradou um pouquinho, admito – menos ao meu pai, já acostumado com o Centro de São Paulo, curtindo Vitória numa boa...

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Quer ler as outras partes? Vá em "Posts Relacionados" ou, no menu à direita, clique em “Diário de bordo” – todos os outros textos estão lá.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Diário de bordo - Vitória #3

Não quer ficar boiando? Leia a parte 1 e a parte 2.

Pior que ser turista é parecer turista. Logo quando deixamos o aeroporto, fomos pesquisar o preço do táxi: cerca de R$ 30,00 para irmos de carro. Meu pai ficou indignado com o valor cobrado e sugeriu tomarmos um ônibus até o centro, onde nos hospedamos inicialmente. Em um primeiro momento, discordei veementemente, assim como a minha mãe e o meu irmão; mas o lado “Tio Patinhas” falou mais alto e, vendo a possibilidade de uma primeira aventura na cidade, topei irmos até o ponto pegar o busão.

Desnecessário citar o quão engraçado deveria estar a cena. Íamos de um lado a o outro perguntando qual linha passava por aquele lugar. Parava um coletivo? Bora indagar o motorista sobre o caminho. Puxamos papo com uma capixaba que disse ter, na rua detrás, uma outra linha a qual nos serviria, e fomos procurar o tal ponto. Finalmente, subimos no veículo e nos encaminhamos para o hotel.

Por ser uma capital, os costumes das pessoas de lá não são diferentes dos nossos, portanto, se jogássemos fora todas as malas, mochilas e agasalhos (fazia um belo calor), passaríamos despercebidos. O que, obviamente, não aconteceu.

A minha primeira percepção de Vitória foi em relação ao trânsito. Como estou muito acostumado a andar por São Paulo usando transporte público, não pude deixar de reparar em algumas coisas: o intervalo entre um ônibus e outro é bem menor, isso porque, depois, descobri que várias empresas administram a mesma área da cidade, ou seja, há mais opções de trajeto disponíveis e, melhor, passando pelo mesmo lugar. A cidade não estava “loteada”, como aqui.

Segundo: o Kassab mente feio, porque a passagem lá varia entre R$ 2,20 e R$ 2,30, nas empresas das quais utilizamos o serviço – com o detalhe de viajar sentado (ou, na pior das hipóteses, confortavelmente em pé).

Em terceiro: as vias são muito menos congestionadas. As principais avenidas fluíam livremente (às 18h, a Jerônimo Monteiro, espécie de “12 de outubro” capixaba, estava à toda a velocidade, com um grande fluxo de automóveis).

Enfim, chegamos.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Diário de bordo - Vitória #2

Para ler a parte 1, clique aqui.

Separei um “capítulo” apenas para as nossas “andanças” propriamente ditas entre São Paulo e Vitória.

Eu já havia andado de avião duas vezes, mas em ambas me senti um pouco preocupado durante o vôo – o meu maior medo era perceber a máquina toda, a quilômetros de altura, dando alguns chacoalhões e fazendo certos barulhos estranhos. Ou seja, nas demais oportunidades, não aproveitei o quanto podia. Agora, entretanto, parecia diferente. Sentei ao lado do meu irmão, “marinheiro de primeira viagem”, e aguardamos as instruções.

Não vou ficar aqui detalhando passo-a-passo como foi lá dentro. O mais importante é que a travessia até Belo Horizonte, onde faríamos conexão até Vitória, realizou-se da maneira mais tranquila possível e com o avião menos barulhento/balançador que já usei. Sem contar o belo café da manhã (batata cheaps e Coca-Cola, coisa que mataria qualquer nutricionista do coração), da TV na poltrona e da atenção dispensada pela tripulação. Enfim, a Azul me surpreendeu positivamente. Porém, eu ainda tenho minhas restrições, e me pegava sempre pedindo a quem quer que fosse uma chegada tranquila.

Lá em Belo Horizonte, porém, ocorreu o primeiro contratempo. Nitidamente bem mais movimentado que Viracopos, a nossa conexão sofreu um atraso de 30 minutos – nada espetacular, claro, mas mesmo assim o fato nos deixou alerta. Tentei aproveitar a situação e, como turista que se preze, comecei a tirar fotos de cada parte do aeroporto. Depois de uma caminhada, eu e meu mano voltamos a tempo de nos inebriarmos com o espírito de impaciência que tomou conta do saguão. Aberto o portão, embarcamos e seguimos adiante com a nossa aventura.

Obs.: incrível como isso acontece no país que sediará a próxima Copa do Mundo...

terça-feira, 19 de julho de 2011

Diário de bordo - Vitória #1

Admito que tenho uma certa mania de me vangloriar por morar em São Paulo, por viver em uma das maiores cidades do mundo, centro econômico do país e onde tudo acontece. Desconheço o porquê, mas parece que gosto de falar aos quatro cantos do planeta o quão rápido nós, paulistanos, vivemos, e o quão pesada nossa rotina é. Não podia estar mais errado.

Só fui perceber isso depois de viajar para uma outra capital, em outro Estado, e entender tamanho engano que cometera. Por isso, fiz uma espécie de “diário de bordo”, divido em vários “capítulos”, para contar-lhes não só como foi o passeio em si, mas também a minha visão sobre o modo que levamos o nosso dia-a-dia – e a maneira que acabei incorporando como correta.

Ah, sim, o destino foi a bela Vitória/ES...

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Nunca eu havia viajado tão tarde (ou cedo): às 6h o avião sairia do aeroporto, em Campinas, para pousar em Minas Gerais. Então, às 2h30 estávamos em pé, dando os retoques finais às malas e às próprias roupas. Como também o taxi já fora acertado anteriormente, chegamos ao carro do nosso vizinho (sim, foi ele o taxista), colocamos tudo dentro do porta-malas e partimos para Viracopos. Durante o trecho, realizado em menos de uma hora, diga-se, o que mais fiz foi justamente conversar com o motorista.

Após a rápida viagem, chegou a hora de conhecermos Viracopos, pois nunca pegamos um avião lá. Embora jamais negue a grandeza de Campinas, nem de perto se compara com Congonhas ou Cumbica, este último principalmente, cuja área é gigantesca. Entramos na única fila formada da nossa empresa aérea (sim, adoramos filas!) e aguardamos. Ainda fui explorar o que havia nos outros espaços, mas foi um passeio bem breve, esse. Talvez por isso, quando voltei da missão reconhecedora, tenha estranhado a quantidade monstruosa de pessoas que surgira em questão de dez minutos! E, depois, descobrimos estar na fila errada...

Continua no próximo capítulo... rs